Existe alguém que ainda lê blogs?
Na era em que tanta informação é deixada sob responsabilidade de inúmeras inteligências virtuais, ainda existem aqueles que têm resistência ou espaço no cérebro para ler textos sem revisão da IA? O LinkedIn, o Instagram e até o falecido Twitter se tornaram redes em que a escrita é monótona e segue a lógica dita pelas IA. Confesso que me rendi a algumas publicações, mas ultimamente, enquanto fazia novos arranjos de flores (atividade manual que ainda não foi tomada pelos robôs), me peguei pensando em como as coisas rotineiras estão perdendo sentido em troca de uma corrida sem fim e sem vencedor.
Tanta tecnologia para facilitar a vida, mas que, na realidade, estão atrasando e corroendo o resto do cérebro das pessoas, que não conseguem responder uma simples pergunta sem perguntar ao ChatGPT. Estamos vivendo uma era muito performática, o orgânico está desaparecendo sob a perspectiva de que não é funcional ou de que não há tempo. Que ironia, não é mesmo? Acudimos à tecnologia para ter mais tempo, e usamos o tempo que restou para acudir à tecnologia. O orgânico, o ócio, estão reservados às pessoas que ainda não se renderam a esse avanço tecnológico, e espero que não alcancem. A vida realmente é melhor ao ar livre, na cafeteria do bairro, no caminho para a praia, longe das firulas dos influenciadores, onde tudo precisa ser aesthetic. Eu me incluo nisso também, afinal, o meu blog é uma reflexão da minha vida, com anseios, sonhos e tédio. Hoje, pela primeira vez em anos, tomei café da manhã assistindo à Ana Maria Braga na Espanha, e confesso que, sem querer querendo, foi um ótimo café da manhã, que me lembrou minha infância. Mas também coloco um pouco da culpa no meu celular quebrado; provavelmente, foi um dos fatores que me levaram a buscar outras alternativas de entretenimento.
Estou lendo vários livros ao mesmo tempo, mas o que mais estou empenhada em terminar esta semana é "O desaparecimento dos rituais" e "A impostora", livro que meu pai insiste que eu leia há três anos. O primeiro me interessou porque estou completando 28 anos em abril, idade que considero muito bonita. Então, pensando no que faria de aniversário e aproveitando minha obsessão por flores, quis fazer o convite escrito à mão. Olha só! Claro que eu faria a estampa, e para isso pensei em usar fotos das flores que já tive; vai ficar bonito. Depois registro aqui. A segunda coisa é que, na minha última viagem a Zaragoza, comprei tulipas em bulbos. (Coincidência ou não, agora começou a tocar "Flor de Lis", de Djavan...)
Minhas tulipas decoram a mesa em que estou escrevendo este post e a mesa central da sala. Também tinha uma no banheiro, mas ela morreu, assim como algumas que estão no vaso. Ainda sonho em ter um jardim com várias flores, como lírios, tulipas e rosas. O fato é que eu simplesmente quis escrever; meu blog é como um diário virtual. Não faço a mínima ideia se existe alguém que o leia além do meu pai e da Consuelo. Escrevi sem rascunho e direto, então acho que ainda sei escrever e pensar minimamente de forma coerente. Se você não entendeu essa publicação, sorry. É assim que meu cérebro pensa; talvez na próxima eu faça um rascunho antes.


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